Brasília, quarta-feira, 18 de junho de 2025 - 18:24
Interação humana ensinada por educadores não será substituída pela IA, diz Bill Gates
Para o visionário, empatia é das habilidades de desenvolvimento social e emocional diferenciais nas pessoas e que não pode ser transmitida pela ferramenta tecnológica
Famoso pelas previsões sobre avanços da tecnologia e rumos da humanidade, o cofundador da Microsoft, Bill Gates, incluiu professores e educadores na lista de profissões que não devem ser substituídas pela IA (Inteligência Artificial).
Mais que transmitir o conteúdo de disciplina, ensinar requer conexão, sensibilidade e compreensão das particularidades de cada aluno como indivíduo único.
Para Bill Gates, “a interação humana e a empatia são fundamentais para o desenvolvimento emocional e social das crianças”.
Robôs não aprendem empatia
Esse traço de personalidade está presente em profissões indispensáveis, como o caso de professores e educadores.
Trata-se da habilidade de compreender sentimentos e emoções alheias. Colocar-se no lugar do próximo – empatia –, entender os diferentes pontos de vista e compartilhar experiências.
Essas são características de uma pessoa empática, que se preocupa com os demais. Fator que pode ser definidor nestes novos tempos, quando está em questão a substituição de mão de obra humana pela IA.
Ainda segundo Gates, por mais avançada que esteja, a inteligência artificial que temos disponível no mercado ainda não é capaz de copiar todas as habilidades humanas.
Profissões imunes à IA
Limitação que se aplica a outros quesitos, como criatividade e capacidade de julgamento, como é o caso dos próprios desenvolvedores de IA, também insubstituíveis, assim como áreas de biociências da saúde e energias alternativas.
No grupo das profissões com esse viés, destacam-se também profissionais de saúde, artistas, assistentes sociais, psicólogos e terapeutas, líderes e empreendedores.
Como se vê, há ainda muitos e variados mitos em torno da chamada IA. O cientista Miguel Nicolelis também trata desse tema, a IA, e ele tem visão bastante particular e peculiar sobre o assunto.
A “Inteligência Artificial não é inteligente, nem artificial”, diz Miguel Nicolelis.
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