Brasília, terça-feira, 28 de julho de 2015 - 10:52
HOMENAGEM
Movimentos perdem o bravo companheiro Vito Giannotti, aos 72 anos
Fonte: Portal CTB
O SAEP se une aos vários movimentos para homenagear este grande companheiro, que lutou incansavelmente pelas causas sociais e pela classe trabalhadora.
Divulgação
O movimento sindical, cultural, social e político sofreu uma grande perda na madrugada do último sábado (25), com a morte do metalúrgico, escritor, professor e jornalista Vito Giannotti, aos 72 anos. A CTB lamenta a sua partida e presta homenagem ao importante legado que ele deixa às gerações atuais e futuras sobre o mundo do trabalho, a comunicação popular e a história das lutas operárias.
Vito, como era chamado por todos, nasceu na Itália em 1943 e chegou ao Brasil em 1964, pouco antes de se instaurar no país a ditadura militar. Atuou na resistência política, foi um grande guerreiro da Oposição Metalúrgica, em São Paulo, e fundou o Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC), no Rio de Janeiro, um centro de estudos da história dos trabalhadores que é hoje uma referência para o mundo sindical e memória de todas as lutas sociais e operárias no Brasil.
Para um país que zela pouco por sua memória e história, o trabalho e o acervo do NPC são um legado precioso que ele deixa aos trabalhadores brasileiros. Vito também era, ao lado da companheira, Claudia Santiago, proprietário da livraria Antonio Gramsci, no centro do Rio, local que se tornou ponto de encontro de intelectuais de esquerda, sindicalistas e militantes de movimentos sociais.
Vito era um militante socialista sempre preocupado em criar elos entre o discurso intelectualizado e as massas populares, insistindo na necessidade de se construir uma comunicação direta e didática. Escreveu diversos livros sobre comunicação popular, luta operária e história sindical, entre eles "O que é jornalismo operário?", "Cem anos de luta operária", "Comunicação sindical: a arte de falar para milhões", "Muralhas da linguagem" e "Manual da linguagem sindical". Também foi um permanente crítico e observador do movimento sindical brasileiro, sendo autor, entre outros, do livro "Força Sindical: a central neoliberal".
João Pedro Stédile, da coordenação nacional do MST, prestou uma homenagem ao companheiro Vito no portal do movimento: "Era um defensor intransigente, seguindo o mestre Gramsci, de que a classe trabalhadora precisa construir seus próprios meios de comunicação. Ajudou a formar diversos jornais e boletins da classe, entre eles o jornal Brasil de Fato nacional e o tabloide BdF do Rio Janeiro. Deve ter dado milhares de palestras pelo Brasil à fora incentivando a comunicação da classe. Estudioso, transformou-se num professor didático e num grande propagandistas dos livros. Cultivou sempre a máxima ´de que só o conhecimento liberta verdadeiramente a classe trabalhadora e todo povo.´"
Vito, como era chamado por todos, nasceu na Itália em 1943 e chegou ao Brasil em 1964, pouco antes de se instaurar no país a ditadura militar. Atuou na resistência política, foi um grande guerreiro da Oposição Metalúrgica, em São Paulo, e fundou o Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC), no Rio de Janeiro, um centro de estudos da história dos trabalhadores que é hoje uma referência para o mundo sindical e memória de todas as lutas sociais e operárias no Brasil.
Para um país que zela pouco por sua memória e história, o trabalho e o acervo do NPC são um legado precioso que ele deixa aos trabalhadores brasileiros. Vito também era, ao lado da companheira, Claudia Santiago, proprietário da livraria Antonio Gramsci, no centro do Rio, local que se tornou ponto de encontro de intelectuais de esquerda, sindicalistas e militantes de movimentos sociais.
Vito era um militante socialista sempre preocupado em criar elos entre o discurso intelectualizado e as massas populares, insistindo na necessidade de se construir uma comunicação direta e didática. Escreveu diversos livros sobre comunicação popular, luta operária e história sindical, entre eles "O que é jornalismo operário?", "Cem anos de luta operária", "Comunicação sindical: a arte de falar para milhões", "Muralhas da linguagem" e "Manual da linguagem sindical". Também foi um permanente crítico e observador do movimento sindical brasileiro, sendo autor, entre outros, do livro "Força Sindical: a central neoliberal".
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