Brasília, segunda-feira, 25 de julho de 2011 - 14:55
CRESCIMENTO ECONÔMICO
Professor da FGV comenta a volta do povo nordestino para casa
Fonte: Blog do Trabalho
Retorno se deve ao bom momento da economia e mais oportunidades de empregos
O estudo "Deslocamentos Populacionais no Brasil", uma coletânea sobre mobilidade populacional divulgado na última semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que os nordestinos estão retornando para a região, que apresenta o maior número de migrantes voltando para o seu estado de origem.
O estudo foi realizado com base em dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2009 e dos Censos realizados em 2000 e 2010.
O principal fluxo de migração no país foi, principalmente no século passado, de nordestinos indo para o Sudeste. Este movimento já estava em queda ao final dos anos 90, e continuou perdendo força na primeira década do século atual.
De 1995 a 2000, 969 mil nordestinos saíram de sua região em direção ao Sudeste. De 2004 a 2009, este contingente caiu mais que pela metade, para 444 mil.
A população que estava no Sudeste também começou realizar o caminho inverso, regressando para o Nordeste.
Para o administrador e professor da FGV, Sérgio Bessa, os nordestinos estão retornando atraídos pelo bom momento da economia e mais oportunidades de empregos.
"A esses fatores já citados, adiciona-se uma característica nordestina, que é a de estar junto da família. O nordestino, e também o nortista, tem muito esta coisa de ´todo mundo junto´. Repare que no momento anterior, era só um nordestino vir para o Sul e melhorar de vida, que ele logo se esforçava para trazer outros membros da família", comenta.
O Censo 2000 apontou a existência de 5,1 milhões de migrantes no País, passando para cerca de 4,63 milhões em 2004, de acordo com a Pnad.
Em 2009, o número caiu para 3,24 milhões. A migração entre as regiões do país também diminuiu.
De acordo com os dados do IBGE, em 2000, 3,36 milhões de pessoas viviam em regiões diferentes da sua origem, chegando a 2,86 milhões em 2004 e 2,05 milhões em 2009.
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