Brasília, quarta-feira, 22 de abril de 2009 - 15:47
DESIGUALDADE SOCIAL
Sociólogo diz que Brasília vê crescer exclusão social entre região central e periferia
Fonte: Agência Brasil
A capital federal erguida há 49 anos no Centro-Oeste brasileiro, definida atualmente como a “terra do concurso público” e não mais “terra de aventureiros”, faz os indivíduos absorverem a característica da meritocracia e aprofunda uma exclusão social dentro do Distrito Federal.
A avaliação foi feita, nesta terça-feira (21), data do aniversário da cidade - pelo sociólogo Brasilmar Ferreira Nunes, em entrevista à Rádio Nacional.
“O efeito é que essas elites se sintam mais seguras do que nunca de seus privilégios, vistos como recompensa de esforço e capacidade intelectual. Pelo fato de se premiar os mais competentes, outras pessoas não têm como questionar o lugar que ocupam dentro da sociedade. Isso começa se transformar em profunda exclusão social entre o Plano Piloto e as cidades-satélites. Há uma diferença brutal de níveis de renda e salário”, ressaltou Nunes.
No plano cultural as diferenças entre a região central e a periferia igualmente se acentuam. “No Plano Piloto, temos reprodução de padrões culturais do Rio de Janeiro e de São Paulo.
Evidente que há exceções. Temos espetáculos fora de qualquer nível salarial da maioria, que atendem a um perfil de gosto típico de pessoas de alta renda. Não há nada muito original acontecendo no Plano Piloto. Em contrapartida , há, nas satélites, uma explosão de experiências culturais”, acrescentou Nunes.
Segundo o sociólogo, Brasília apresenta uma realidade social com características próprias que a tornam um modelo diferenciado em relação a outras grandes cidades brasileiras.
“Brasília é uma cidade particular. É sede do governo federal, tem uma cultura muito galgada na competência e eficiência do servidor público. Oferece características de empregabilidade peculiares, de emprego fixo, garantido, salários razoáveis”, descreveu Nunes.
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