Brasília, terça-feira, 31 de março de 2026 - 19:26
Novo PNE prevê combate ao analfabetismo e incentivo à formação de docentes
Foram definidos 19 objetivos e 73 metas para a próxima década. Para viabilizar a concretização, foram estabelecidas 372 estratégias que buscam a melhoria do ensino no quesito qualidade. Projeto de lei será enviado para sanção do presidente Lula
As definições previstas no novo PNE (Plano Nacional de Educação) criam padrão nacional que deve ser cumprido pelos governos federal, estaduais, do Distrito Federal e nos municípios durante os próximos 10 anos.
Enviado pelo governo em 2024, o PL (Projeto de Lei) 2.614/24 foi aprovado pelo Congresso Nacional com ajustes na redação. O texto agora vai à sanção do presidente Lula (PT).
Trata-se de programa que visa avanços para o País, com redução das desigualdades regionais.
Relatora na CE (Comissão de Educação e Cultura) do Senado Federal,Teresa Leitão (PT-PE) elogiou o processo coletivo na construção do PNE 2026-2036.
“Resulta também da mediação possível entre as diferentes correntes de opinião presentes na sociedade e no Congresso Nacional”, afirmou. E garantiu que emendas não inseridas no texto ainda poderão ser avaliadas na forma de novas proposições.
Para a concretização do Plano, o setor terá aumento gradual no financiamento. Até o 6º ano, o investimento será de 7% do PIB (Produto Interno Bruto), chegando a 10% ao fim de 2036. O índice atual é cerca de 5,5%.
Objetivos, metas e estratégias
O PNE 2026-2036 conta com 19 objetivos, que englobam 73 metas. O cumprimento das prioridades será a partir de 372 estratégias, com políticas, programas e ações.
O foco é melhorar a qualidade na educação infantil, educação básica, educação profissional e tecnológica e ensino superior, com formação de docentes.
Os resultados serão monitorados a cada 2 anos.
O que foi priorizado
O Plano prevê, entre outros tópicos, a ampliação das matrículas em creches para crianças de até 3 anos e a universalização da pré-escola, com atendimento a todas as crianças de 4 e 5 anos.
Ao concluir o 2º ano do ensino fundamental, 80% dos alunos devem estar alfabetizados. E todos devem concluir os estudos na idade regular; isso também vale para o ensino médio.
O ensino em tempo integral também deve ser ampliado na rede pública. A jornada mínima será de 7 horas diárias ou 35 horas semanais, de preferência em turno único. Em 5 anos, pelo menos 50% das escolas públicas deverão adotar o modelo.
Temas atuais e qualificação
Educação digital e ambiental estão previstas no texto. A preocupação é garantir o desenvolvimento crítico, reflexivo e ético no uso de tecnologias e conscientizar para o enfrentamento das mudanças climáticas.
As ações visam garantir acesso à educação e permanência para indígenas, quilombolas e moradores do campo. Buscam assegurar oferta e aprendizagem de alunos da educação especial e bilíngue de surdos. Também tem como meta a conclusão dos estudos para jovens, adultos e idosos.
O PNE aborda ensino orientado à qualificação profissional. Uma das metas prevê que 50% de matrículas no ensino médio sejam integradas ao ensino técnico.
Ensino superior e docência
O Plano prevê levar a 40% o índice de conclusão de cursos de graduação entre jovens de 18 a 24 anos.
A oferta de professores em tempo integral nas instituições de ensino superior também deve aumentar.
Foi estabelecida meta para que, todo ano, sejam formados docentes, na proporção de 60 mestres e 20 doutores a cada 100 mil habitantes.
O PNE ainda aborda a valorização profissional, com limitação a 30% de professores sem cargo efetivo e seleção de diretores por mérito, desempenho e consulta à comunidade.
Com agências
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