Brasília, quinta-feira, 6 de novembro de 2014 - 16:32
SAÚDE DA MULHER
Câmara aprova prazo para exames de detecção de câncer
Fonte: Vermelho
Proposta, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisada pela CCJ
A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados aprovou na última quarta-feira (5) projeto de lei que estabelece prazo de 30 dias para a realização de exames na rede pública de saúde a fim de detectar o câncer, quando essa doença for a principal hipótese no quadro do paciente. A aprovação do projeto foi comemorada por ativistas e parlamentares.
"Milhares de vidas de brasileiros serão salvas com a aprovação desse projeto, porque o tempo corre contra, no câncer. Nós queremos celeridade não só no início do tratamento, mas também no diagnóstico, para que muitas vidas sejam salvas. Eu, como sobrevivente do câncer, luto para que outras pessoas também tenham essa mesma sorte de se tratar e se curar da doença", afirmou Joana Jecker, presidente da Associação de Mulheres Mastectomizadas de Brasília (Recomeçar).
Uma lei sancionada em 2012 apresenta regras gerais para o tratamento de paciente com câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), determinando prazo de 60 dias para que seja iniciado, mas não indica tempo máximo para a realização dos exames.
O autor da proposta, deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), perdeu um filho em 2009, vítima da leucemia. Ele afirma que estabelecer o prazo para realização de exames é uma pequena vitória na corrida contra o tempo.
"Porque 30 dias, numa doença maligna, pode significar a morte do paciente se você não tomar as medidas necessárias, que começam com um bom diagnóstico e têm sequência de êxito exatamente no início do tratamento", ressaltou.
Para a coordenadora da Bancada Feminina na Câmara, deputada Jô Moraes (PCdoB-MG), “a demora em começar um tratamento contra o câncer é o principal problema dessa terapêutica no Brasil”. Na opinião dela, a aprovação do projeto trará grandes benefícios para as mulheres com câncer de mama.
A líder do PCdoB, deputada Jandira Feghali (RJ), autora da lei que garante a cirurgia reparadora de mama em casos de câncer, definiu a aprovação do projeto como “mais um passo importante na consolidação de direitos à saúde do cidadão”.
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Beto Albuquerque afirmou que vai articular a aprovação na CCJ ainda neste ano, para que o projeto siga para votação no Senado Federal.
"Milhares de vidas de brasileiros serão salvas com a aprovação desse projeto, porque o tempo corre contra, no câncer. Nós queremos celeridade não só no início do tratamento, mas também no diagnóstico, para que muitas vidas sejam salvas. Eu, como sobrevivente do câncer, luto para que outras pessoas também tenham essa mesma sorte de se tratar e se curar da doença", afirmou Joana Jecker, presidente da Associação de Mulheres Mastectomizadas de Brasília (Recomeçar).
Uma lei sancionada em 2012 apresenta regras gerais para o tratamento de paciente com câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), determinando prazo de 60 dias para que seja iniciado, mas não indica tempo máximo para a realização dos exames.
O autor da proposta, deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), perdeu um filho em 2009, vítima da leucemia. Ele afirma que estabelecer o prazo para realização de exames é uma pequena vitória na corrida contra o tempo.
"Porque 30 dias, numa doença maligna, pode significar a morte do paciente se você não tomar as medidas necessárias, que começam com um bom diagnóstico e têm sequência de êxito exatamente no início do tratamento", ressaltou.
Para a coordenadora da Bancada Feminina na Câmara, deputada Jô Moraes (PCdoB-MG), “a demora em começar um tratamento contra o câncer é o principal problema dessa terapêutica no Brasil”. Na opinião dela, a aprovação do projeto trará grandes benefícios para as mulheres com câncer de mama.
A líder do PCdoB, deputada Jandira Feghali (RJ), autora da lei que garante a cirurgia reparadora de mama em casos de câncer, definiu a aprovação do projeto como “mais um passo importante na consolidação de direitos à saúde do cidadão”.
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