Brasília, segunda-feira, 23 de maio de 2011 - 13:55
INCLUSÃO SOCIAL
Ipea: estudo inédito mostra que a pobreza extrema é menor no DF
Fonte: Portal Vermelho, no Diap
Estudos consideram a miséria um fenômeno complexo, que envolve outras dimensões além da renda
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea ) iniciou, na última sexta-feira (20), uma série de seminários, em diferentes capitais brasileiras, sobre a dimensão da pobreza extrema no país.
O primeiro evento, realizado em Brasília, apresentou um estudo inédito com dados do Distrito Federal, considerado uma região privilegiada no universo brasileiro. Na próxima semana, o evento será no Rio Grande do Sul.
O objetivo, segundo o Ipea, é reunir representantes de outros órgãos do governo federal e de institutos de pesquisa estaduais para discutir o tema e obter um perfil local do combate à miséria.
Os estudos consideram que a pobreza é um fenômeno complexo, que envolve outras dimensões além da renda (como o acesso a serviços, o exercício da cidadania etc).
Também julga que a renda é o indicador mais importante do bem-estar e está intimamente associada com as outras dimensões do fenômeno.
A comparação entre a média nacional e aquelas apresentadas pelo DF demonstra que a Capital Federal vive uma situação mais favorável.
Enquanto no Brasil 14% da população em situação de pobreza extrema é de indivíduos ocupados com remuneração do trabalho inferior a um salário mínimo, no Distrito Federal apenas 4,7% vive nessa situação.
Os índices do DF também são menores com relação ao Brasil no que diz respeito aos beneficiários do Programa Bolsa Família.
No país, 66,7% da população em situação de pobreza extrema reside em domicílios beneficiários do Programa; no DF esse número corresponde a 41,9%.
No acesso aos bens e serviços, também os níveis do DF são mais altos do que a média nacional. 50,2% da população brasileira em situação de pobreza extrema tem acesso a algum tipo de telefone, mas no DF essa população é de 91,5%.
Apenas 50,5% dessa população possui fogão, geladeira, rádio e televisão no domicílio e 2,9% possui computador no domicílio, enquanto no DF esses índices são respectivamente de 79,5% e 18,8%.
Quando são medidos os índices de acesso à educação, mais uma vez o Distrito Federal apresenta números superiores a média do Brasil.
No DF, 100% da população em situação de pobreza extrema com idade entre 7 e 14 anos frequenta escola ou creche, sendo 100% no Ensino Fundamental; 66,7% com idade entre 15 e 17 anos frequenta escola, sendo 33,3% no Ensino Médio e 60% com idade entre 18 e 24 anos frequenta escola, sendo 4% no Ensino Superior e 50,0% com idade entre 0 e 6 anos frequenta escola ou creche.
A média nacional para o setor da educação é muito inferior ao da Capital Federal: 96,6% da população em situação de pobreza extrema com idade entre 7 e 14 anos frequenta escola ou creche, sendo 93,7% no Ensino Fundamental; 77,1% com idade entre 15 e 17 anos frequenta escola, sendo 22% no Ensino Médio; 29,1% com idade entre 18 e 24 anos frequenta escola, sendo 1,5% no Ensino Superior e 40,5% com idade entre 0 e 6 anos frequenta escola ou creche.
Últimas notícias
STF e PGR chancelam pejotização: risco de tornar CLT opcional aos patrões
5/2 - 18:20 |
O Brasil real rejeita precarização: 56% querem voltar à CLT e empreendem por falta de opção
2/2 - 17:30 |
Reformulação de ações serão debatidas em 1ª reunião de diretoria de 2026
15/1 - 11:3 |
Mercosul-União Europeia: salto estratégico ou armadilha de longo prazo? Análise preliminar
15/1 - 10:56 |
O Orçamento da inversão: bilhões para parlamentares, austeridade para os pobres
Notícias relacionadas
O Brasil real rejeita precarização: 56% querem voltar à CLT e empreendem por falta de opção
15/1 - 11:3 |
Mercosul-União Europeia: salto estratégico ou armadilha de longo prazo? Análise preliminar
5/1 - 17:22 |
Piso da categoria sobe de R$ 1.560 (Educ. Básica) e de R$ 1.562 (Ens. Superior) para R$ 1.621 com aumento do salário mínimo
4/12 - 18:55 |
Brasil mobilizado contra violência às mulheres
26/11 - 20:5 |
10 milhões de brasileiros deixarão de pagar IR a partir de 2026

