1º de maio: trabalhadores do DF celebram data no Eixão

Brasília-DF, domingo, 3 de maio de 2026


Brasília, sexta-feira, 1 de maio de 2026 - 21:35

1º de maio: trabalhadores do DF celebram data no Eixão

Mobilização foi convocada por centrais sindicais. Pauta central foi o fim da escala 6x1, mas o movimento também criticou a pejotização irrestrita e defendeu a valorização do emprego

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O Dia Internacional do Trabalho — 1º de maio — teve mobilizações por todo o País. No Distrito Federal, centenas de pessoas compareceram ao Eixão do Lazer para o ato convocado pela CTB (Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil) — entidade à qual o SAEP é vinculado — e pela CUT (Central Única dos Trabalhadores).

A pauta central foi o fim da escala 6x1: matéria em discussão no Congresso Nacional, por meio de 2 PEC (propostas de emenda à Constituição) e 2 PL (projetos de lei), sendo 1 do Executivo.

“O SAEP defende o fim da escala 6x1. Entendemos que é possível fazer o País crescer e, quem sabe, ter ainda mais desenvolvimento, com trabalhadores mais felizes, com tempo para se capacitarem e viverem momentos inesquecíveis com suas famílias”, ressaltou a presidente do Sindicato, Maria de Jesus da Silva.


Críticas à atuação parlamentar

Faixas criticavam a atuação do Congresso Nacional nos projetos de leis trabalhistas. Nos últimos anos, o Legislativo promoveu perdas significativas, desde as reformas Trabalhista (2017) e da Previdência (2019). 

Manifestantes também denunciaram prejuízos com ampliação de trabalhos sem vínculo, a exemplo dos contratos de terceirizados e temporários. 


Proteção a direitos

As mudanças legislativas fragilizaram o acesso do trabalhador a benefícios da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e da seguridade social, por isso ampliaram a precarização da relação empregado-patrão.

Apesar de, em termos legais, serem transformações ainda recentes, o sistema dominante, que detém controle do processo produtivo e gerador de economia, persiste em provocar ainda mais retirada de direitos. 

No contexto de debates decisivos no Congresso Nacional e no STF (Supremo Tribunal Federal), a participação das trabalhadoras e dos trabalhadores nos atos representou 1 momento de a classe se fazer presente, vista e de declarar em voz alta a defesa por seus direitos.

A mobilização teve, ainda, momento para expressar o horror que a sociedade vive com relação aos inúmeros casos de violência contra mulheres e de feminicídios.


Desrespeito e empurra-empurra

Em meio à celebração previamente planejada, apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) ergueram 1 boneco do ex-presidente condenado. A conduta nítida de provocação gerou empurra-empurra. A polícia militar interveio para controlar o embate.


Outras demandas dos trabalhadores

Também foram reivindicados outros pleitos debatidos durante a Conclat (Conferência Nacional da Classe Trabalhadora) e na Marcha da Classe Trabalhadora, realizadas no dia 15 de abril. Entre eles, os seguintes:

  • valorização do emprego;

  • ampliação de direitos; e

  • não à pejotização irrestrita, entre outros.









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