Brasília, quinta-feira, 7 de julho de 2016 - 10:28
SINDICALISMO
Comissão da Câmara aprova relatório sobre custeio de atividade sindical
Fonte: CTB
O texto regulamenta os critérios para a contribuição negocial e preserva a contribuição sindical
A Comissão Especial sobre Financiamento da Atividade Sindical aprovou nesta quarta-feira (6), na Câmara dos Deputados, o relatório final do deputado Bebeto (PSB-BA) sobre o custeio. A última versão do texto, apresentado no último dia 24, propõe a criação de uma contribuição - a contribuição negocial - a ser paga pelo trabalhador, sindicalizado ou não. Representantes de centrais sindicais como a CTB participaram da reunião onde o texto foi discutido e votado pelos parlamentares membros da comissão.
O relatório incorpora as propostas definidas pelas centrais sindicais e Dieese. O texto regulamenta os critérios para a contribuição negocial e preserva a contribuição sindical. Nas negociações, o relator concordou em excluir o item que estabelecia multa em caso de atitude antissindical por parte do empregador. Também foi retirada a proposta de projeto de lei complementar sobre desconto para aposentados e empregados domésticos.
Para o vice-presidente da CTB, Nivaldo Santana, "em princípio, o resultado foi positivo, mas a preocupação é com a tramitação em plenário". O representante jurídico da central, Magnus Farkatt, disse que "o parecer do relator ocorreu nos termos do que foi discutido, de modo a impedir exageros na cobrança e inibir ações com o objetivo de inviabilizar a contribuição".
A contribuição negocial, prevista no relatório de Bebeto, será cobrada mensalmente tanto de empregados quanto de empregadores, com exceção do mês de cobrança da contribuição sindical. O valor a ser arrecadado será fixado em assembleia de negociação salarial ou convenção coletiva e não poderá ultrapassar 1% da remuneração bruta anual do trabalhador.
Essa contribuição, destinada ao pagamento das despesas jurídicas, técnicas e administrativas das negociações coletivas, já é cobrada atualmente por alguns sindicatos, mas há questionamentos na Justiça sobre sua validade e extensão.
Últimas notícias
Reformulação de ações serão debatidas em 1ª reunião de diretoria de 2026
15/1 - 11:3 |
Mercosul-União Europeia: salto estratégico ou armadilha de longo prazo? Análise preliminar
15/1 - 10:56 |
O Orçamento da inversão: bilhões para parlamentares, austeridade para os pobres
7/1 - 20:1 |
3 anos do 8/1: dia de celebrar a democracia contra o golpismo bolsonarista
6/1 - 18:27 |
Isenção do IR pode render 14º salário de até R$ 4 mil para quem ganha R$ 5 mil mensais
Notícias relacionadas
Reformulação de ações serão debatidas em 1ª reunião de diretoria de 2026
3/11 - 17:26 |
Câmara pode votar nesta semana licença-paternidade de 30 dias
24/10 - 9:14 |
Sem sindicatos, até o ar teria dono
13/10 - 14:32 |
Reforma Trabalhista: 8 anos de retrocessos travestidos de modernização
7/10 - 21:47 |
Da CLT ao CNPJ: sindicatos reagem no STF à desumanização do trabalho, com a pejotização

