Saep DF
Publicado: 7-jan-2026 - às 20:1


3 anos do 8/1: dia de celebrar a democracia contra o golpismo bolsonarista

Centrais sindicais convocam atos públicos para esta quinta-feira, com intenção de reafirmar o compromisso com o Estado Democrático. Ação se dá 3 anos após ataques aos Poderes em tentativa de golpe de Estado. Governo também celebra soberania popular

Foto: Joédson Alves/ Agência Brasil

O 8/1 faz parte do calendário oficial do Distrito Federal como “Dia em Defesa da Democracia”, e também do Estado Democrático de Direito, que estiveram ameaçados em 8 de janeiro de 2023.

Para celebrar a data, as centrais sindicais convocaram ato público, que vai ser realizado pela manhã, na via N1, em frente ao Palácio do Planalto. A concentração começa às 8 horas.

A mobilização ocorre em, pelo menos, 20 capitais e em Lisboa (Portugal).

O objetivo é reafirmar o compromisso com o Estado Democrático de Direito e manifestar rejeição ao PL da Dosimetria, cujo propósito é anistiar os golpistas que intentaram contra a democracia, com objetivo de implantar regime de exceção no Brasil sob a liderança do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ora preso por esta razão.

O Palácio do Planalto terá cerimônia simbólica, sob o comando do presidente Lula (PT). Participam do evento representantes de partidos, movimentos sociais e centrais sindicais.

Após, Lula deve descer a rampa do Palácio para saudar a população.


Relembrar para nunca repetir

A ideia de celebrar o 8/1 busca reforçar que os ataques não foram fatos isolados, como tentou alegar a defesa dos líderes da trama golpista.

Também serve para relembrar o horror, para que nunca seja repetido. E para conscientizar a sociedade sobre os prejuízos que a instabilidade política provoca para empregos, renda e políticas públicas. Ditadura prejudica o desenvolvimento do País e quem mais sofre com isso é o povo. São os trabalhadores.


Vandalismo e punição

Em 8/1 de 2023, grupos antidemocráticos inconformados com o resultado das eleições de 2022 realizaram ataques às sedes dos Três Poderes, na Esplanada dos Ministérios.

Imagens da depredação dos patrimônios histórico e cultural foram amplamente divulgadas em portais de notícias e redes digitais. Não é mais cabível tentar negar a tentativa de golpe de Estado contra a democracia e o Estado de Direito.

Nas cenas que denunciaram o vandalismo causado pela trama golpista, os autores aparecem proferindo gritos de ódio. Também clamavam pela derrubada do Estado Democrático, com a tomada do poder e a volta da ditadura antipovo e antitrabalhador.

O movimento foi logo reprimido. Os organizadores, identificados e julgados pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Entre eles, o ex-presidente Bolsonaro, líder da trama golpista.


Leia mais sobre a condenação dos responsáveis pelos ataques.