Publicado:
22-set-2014 - às 13:0
TECNOLOGIA
Criança deve evitar eletrônicos até os 12 anos, afirma educador
"O uso excessivo de aparelhos eletrônicos limita as conexões neurais. As crianças não pensam aberto, mas dentro da caixa", afirma
Flávio Comim, 48, ex-economista sênior do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) diz que o ideal é que as crianças evitem os eletrônicos até os 12 anos. "O uso excessivo de aparelhos eletrônicos limita as conexões neurais. As crianças não pensam aberto, mas dentro da caixa."
- Como pais podem ajudar os filhos na escola?
- Comim: Os pais devem se importar com os estudos dos filhos. As crianças não aprendem com discurso, mas sim com a prática. Professores não conseguem mudar a realidade que o aluno vive em casa. Há muito que os pais podem fazer: ler um livro, brincar juntos, criar rotina. Isso dá segurança à criança ir bem na escola. Mas é preciso regras, punições consistentes.
- Que tipo de punição?
- Comim: As maneiras mais modernas de punir estimulam a reflexão das crianças, como na ideia de minutos. Você reconhece que aquilo que a criança fez não está certo e dá um tempo para ela pensar. Mas sempre com afeto, as crianças são educadas em um vácuo que que tem sido preenchido pela tecnologia.
- Isso é ruim?
- Comim: É péssimo. iPad e tablets são a maneira que os pais de classe média encontraram para ver as crianças ocupadas. Um superestímulo virtual pode levar também a problemas de comportamento, como à busca por satisfação imediata em tudo. O uso excessivo de aparelhos eletrônicos limita as conexões neurais.
- Livros e brinquedos nessa fase são mais recomendáveis?
- Comim: Sim, se receber os estímulos certos, uma criança pode começar a ler aos quatro ou cinco anos. Do contrário, ela pode ter a mobilidade prejudicada ou enfrentar dificuldades para diferenciar cores.
- Como pais podem ajudar os filhos na escola?
- Comim: Os pais devem se importar com os estudos dos filhos. As crianças não aprendem com discurso, mas sim com a prática. Professores não conseguem mudar a realidade que o aluno vive em casa. Há muito que os pais podem fazer: ler um livro, brincar juntos, criar rotina. Isso dá segurança à criança ir bem na escola. Mas é preciso regras, punições consistentes.
- Que tipo de punição?
- Comim: As maneiras mais modernas de punir estimulam a reflexão das crianças, como na ideia de minutos. Você reconhece que aquilo que a criança fez não está certo e dá um tempo para ela pensar. Mas sempre com afeto, as crianças são educadas em um vácuo que que tem sido preenchido pela tecnologia.
- Isso é ruim?
- Comim: É péssimo. iPad e tablets são a maneira que os pais de classe média encontraram para ver as crianças ocupadas. Um superestímulo virtual pode levar também a problemas de comportamento, como à busca por satisfação imediata em tudo. O uso excessivo de aparelhos eletrônicos limita as conexões neurais.
- Livros e brinquedos nessa fase são mais recomendáveis?
- Comim: Sim, se receber os estímulos certos, uma criança pode começar a ler aos quatro ou cinco anos. Do contrário, ela pode ter a mobilidade prejudicada ou enfrentar dificuldades para diferenciar cores.
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